domingo, 3 de setembro de 2017

Os maiores milagres não são obras Divinas, mas obras suas.

O incentivo do sonho realizado

Um dia você teve um sonho, mas não tinha nada para torná-lo realidade.Então, era só aquele desejo morno, aquele comodismo de acreditar que tinha de aceitar a realidade, porque sonhos sem grana são apenas sonhos.

Mas quem disse que tem que ser assim?

Muitas vezes, mesmo sem ter um puto no bolso, se houver vontade, os sonhos podem se realizar.

E não se trata de milagres, de forças divinas, mas de usar como incentivo uma nova responsabilidade.

Muitas vezes deixamos de fazer as coisas porque não temos nenhum preço à pagar.


Por exemplo, uma leitora me perguntou se devia comprar um carro.
Ela morava em um cidade pequena, mas estudava e trabalhava em outra cidade maior. Sua vida se resumia ir ao trabalho e a faculdade, sempre de ônibus, voltando para casa de madrugada, cansada até os ossos.


Sim, a solução seria ter um carro.
Mas como ela iria arrumar grana?
Na época, ela trabalhava em uma fábrica, com um salário líquido de R$ 900,00, que ela usava R$ 400,00 para pagar a faculdade, sobrando R$500,00.

Ela me perguntou se deveria entrar em um financiamento, onde teria que assumir uma dívida durante vários meses.

Sim, porque eram 48 prestações.

Eu disse que sim, que seria um ótimo incentivo ela se afundar em prestações.
Claro, ela não entendeu nada. "Como assim, 'me afundar' em prestações?"

Oras, ela queria uma ajuda, e eu jogava um balde de água fria??

Muitas vezes só conseguimos nos superar quando não temos para onde correr.

Então, assumir uma dívida tão longa seria o incentivo perfeito para ela?
 Afinal, com o carro nas mãos ela não teria outra opção além de lutar para realizar seu sonho, pagar as prestações..

PAGAR O PREÇO DE UM SONHO!

Oras, ela era solteira, morava com os pais, por que não arriscar?
Lógico, a primeira dificuldade foi aprovar o financiamento, já que seu salário não era suficiente. E como não tinha outro jeito, ela aceitou um carro mais barato, com prestações de R$ 280,00.

Já era um começo, porque o financiamento foi feito apenas na confiança, já que o dono da loja era amigo de seu pai, que seria o fiador.

Então ela tinha R$ 680,00 do seu salário comprometidos, e não dava mais para voltar atrás. Esse era o seu incentivo. 

Só que tem gente que se acomoda, que acha que vale a pena viver no limite, naquela coisa de ganhar só para não morrer de fome, entende?

Oras, ela morava com os pais, portanto, tinha casa e comida de graça, mas agora, com as prestações do carro, o que sobrava não dava nem para comprar um sapatinho.


Então ela me escreveu "chorando", reclamando que agora estava pior do que antes.

"O que fazer? Como fazer? O que será de mim? Estou com duas prestações do carro atrasadas!! Meu pai não quer me emprestar a grana. O dono da loja já me ligou duas vezes avisando que vai me tirar o carro".

Tudo bem, ela tinha todos os motivos para me julgar o maior culpado por suas escolhas, mas eu insistia:

Você pode se superar.

Tente descobrir um meio de ganhar mais grana, porque seu problema é que você se acomodou com apenas o salário que ganha...

Houve um "silencio" de pouco mais de um ano e meio...
Nem um email para me xingar ela enviou...

Então, quando chegou o mês de outubro de 2008, recebi um email maravilhoso.
O título era: "Venci meus limites graças ao ódio que senti de você" .

Caramba, eu fui seu maior incentivo!!!
E como fiquei feliz, porque ela me pedia mil perdões por ter me odiado, porque acabou vendo que eu tinha razão quando insistia que ela era capaz de superar seus desafios.

Em vez de se lamentar, ( e ainda me odiando) ela começou a vender Avon e Natura, na faculdade, pegou umas trufas que sua tia fazia, mais algumas roupas de uma amiga de sua mãe, e começou a vender.

E todos os dias ela repetia o que eu havia escrito:

 "Você tem uma obrigação, e fará de tudo para não se deixar vencer." 

Lógico, depois ler ela não se esquecia de mim: "Aquele filho da puta..."


Resumindo, ela ralou até não poder mais, juntou cada centavo, até que conseguiu pagar as prestações atrasadas.

E não é que o sacrifício não foi tão grande assim?
Aliás, já reparou como podemos nos surpreender com a força que temos?

Veja bem, ela estava até conseguindo guardar todos os meses uma graninha na poupança!!!

 Para quem ficava devendo o "final do mês", pagar 400,00 de faculdade, 280,00 do carro, e ainda guardar R$ 500,00 por mês, era ou não era uma tremenda evolução?

Peraí...Como é que ela guardava essa grana, se mal tinha para pagar o carro?
Aí que está a grande vantagem do "incentivo".

Lembra que antes ela não tinha nada pelo o quê lutar?
Lembra que antes do carro os dias passavam e ela vivia andando de ônibus, e era muito, mas muito infeliz, porque trabalhava o dia todo e ainda tinha que estudar em outra cidade?

Então, diante de todo seu esforço, como ela trabalhava em uma fábrica de doces, seu patrão acabou vendo não mais aquela garotinha mimada, mas uma grande vendedora em potencial.

Aliás, a frase que seu patrão disse foi bem significativa:
" Menina, você deixou as fraldas depois que se encrencou por causa deste carro !"


Ela foi promovida a vendedora apesar do seu carro não estar de acordo com o que a empresa pedia de um vendedor.

Só para tem uma ideia, a idade mínima de um carro tinha que ser 2005, bem mais novos que seu Fiat 97.

Só que ela tinha algo que não se encontra facilmente: "Ambição"

Resultado: a aposta do seu chefe deu certo.
Ela virou uma das melhores vendedoras, sempre batendo suas metas.
Não tinha tempo ruim. Enquanto os outros vendedores descansavam no domingo, ela visitava mercearias, mercadinhos, padarias, sempre fechando pedidos de doces.
Ou seja, ela ficou viciada em ganhar cada vez mais.

E ganhou tanto, que vendeu o "calhambeque" e comprou um carro bem melhor!

E tudo começou quando resolveu entrar em um "caminho sem volta", na base do, "ou enfrenta ou se ferra"!

Percebeu como muitas vezes não são os sonhos que estão além de suas capacidades, mas a falta de um incentivo para lutar por eles?

Então, enquanto você está aí, se perguntando se deve ou não arriscar, não seria melhor fazer um contrato com a vida, assumir responsabilidades, enfim, entrar em um caminho sem volta?

Agora você pode não ter a grana que queria para comprar aquela casa, mas de nada adiantará se lamentar, porque o maior dom que Deus te deu não foram os sonhos, mas a capacidade de superação.


E essa capacidade de superação é que faz um homem montar um império financeiro com alguns trocados, como Silvio Santos, que começou como camelô e hoje é multimilionário.

E o que dizer de Akio Morita, fundador da Sony, que no final da segunda guerra mundial, em um Japão arrasado, deu inicio ao seu império com apenas alguns centavos nos bolsos?

E ainda temos Aristóteles Onassis - quase uma lenda - que foi o homem mais rico do mundo, cuja família por gerações e gerações viveu sempre na pobreza.

E pensar que em 1927, Onassis, com apenas US$ 250, foi para a Argentina, onde trabalhou como telefonista por um tempo, até estudar por conta própria o mercado financeiro, onde conseguiu seus primeiros lucros, o que o levou em seguida a investir na importação de fumo turco.

Só para ter um ideia, em 1946, ele não era um homem rico, mas um milionário.

Será que Onassis seria algo se não tivesse assumido riscos?
Será que ele venceria na vida se tivesse preferido a segurança do lar, na Grécia, ao lado dos pais, que insistiam tanto para ele parar de ser ambicioso e cuidar das ovelhas?

 Oras, com a grana que ganhou, não apenas seu destino foi mudado, mas a história de seus descendentes, que poderão viver como milionários, por gerações e gerações.

Os maiores milagres não são obras Divinas, mas obras suas.
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