sábado, 18 de março de 2017

O SOFRIMENTO VICIA.

A Química do Sofrer

Por que será que mesmo sabendo que está repetindo seus erros, que por mais que saiba que deve mudar esta sua vida, ainda assim você não é capaz de mudar?

Afinal, quantas vezes você sofreu por amor?
E quantas vezes você sofreu por acreditar que não tinha força para arrumar um bom emprego, e mesmo assim, com tantos motivos para dar um novo rumo em seu destino, você permaneceu presa às piores situações?
Olha, quanto mais você pensa em algo, quanto mais valoriza uma limitação ou um sofrimento, mais a mente reage, aceitando estas idéias como verdadeiras. 

Por exemplo, se vive repetindo que não tem sorte no amor e que todos os homens não prestam, por mais que encontre homens bons e interessantes, sua mente irá reagir da única maneira que foi preparada: 

Perigo!!



Isso explica porque é muito comum algumas mulheres generalizarem, achando que todos somos safados, porque depois de um tempo a mente perde sua capacidade de separar o "jôio do trigo":

"Homens bonitos são perigosos!" 
"Homens que a gente encontra na balada não prestam!"
 "Os homens só querem sexo e depois nos chutam!!"


Você bombardeia sua mente com tanta intensidade, que ela resolve simplificar as informações:HOMENS NÃO PRESTAM!

Chega um momento em que as coisas acabam ficando tão graves, que por mais que o tempo tenha passado, você parece viver as mesmas situações traumáticas do passado, já reparou? 

Sim, porque a mente não identifica o tempo, não determina o que é real ou não, apenas reage aos estímulos. 

E por mais que aquele homem que você acabou de conhecer seja super interessante, parece que você está vivenciando novamente os momentos em que foi abandonada por seu antigo amor. 

Ou seja, você não separa as coisas, por isso reage aos homens como se todos fossem iguais, como se nenhum fosse bom.


Claro que você sabe que ele é outro homem e que os anos se passaram depois de sua última decepção, mas não tem jeito porque por mais que tente reagir, você se coloca na defensiva e passa a afastá-lo de sua vida:

"Não existe homem bom, por isso você vai sofrer de novo... Fuja deste homem!"

Mas a sua mente também reage da mesma forma em relação ao que foi bom.

Por isso que é tão difícil se livrar de um amor que acabou. 

Por exemplo, logo no começo, assim que se conhecem, você cria ilusões e se alimenta delas por muito tempo. Afinal não é pra menos, porque ele é sensível, carinhoso, te trata super bem, enfim, é seu sonho de consumo. 

Então você se apaixona, fica de quatro por ele, até que um dia tudo acaba...

Mas, por que será que você ainda fica presa depois que o amor acaba?

Oras, porque você está apaixonada pelo homem que ele FOI, não pelo o que ele se transformou. E pode perceber que todas as vezes que tenta reagir, ver a realidade, sua mente acaba criando um bloqueio: 

"Perdão, minha cara, mas as informações que tenho em meus "bancos de dados" é que ele é o homem da sua vida, sua alma gêmea ( argh!)".

 E quando sua melhor amiga tenta ajudá-la a ver que o amor dele já era, não bate aquela revolta, aquela bendita resistência? 

Fala a verdade, não dá uma raiva danada, que você se pega arrumando milhões de motivos que justifiquem este SEU amor?


O vício da dor...Por mais que se recuse a aceitar, você está viciada na dor. 

E tal qual uma droga poderosa, mesmo tendo consciência do mal que está se fazendo, você precisa dela, precisa desta dor! 

Você precisa continuar se iludindo, porque as ilusões funcionam como um alivio, como uma boa dose de ópio emocional.

Então você se acalma...

E se acalma porque por maiores que sejam as ilusões, quanto maior for sua convicção em afirmá-las, mais rápida e intensa será a reação da mente.

Lembra que a mente tenta se proteger, criar padrões de defesa contra o sofrimento? 
Pois então, ela associa o seu bem-estar como um antídoto contra o sofrimento. Sim, porque ocorre um bombardeio químico em sua mente, que se espalha por todo o seu corpo, sabia? 

É, o lance não é apenas de imaginação, mas físico.

E acredite, para cada pensamento existe uma reação química. 

Não vou entrar em maiores detalhes sobre como funciona o hipotálamo ou as glândulas pituitárias, basta apenas entender que existe uma reação química para o amor, para a dor, para a raiva, para o medo e etc e tal. 

E da mesma maneira que um dependente químico, o corpo pode acabar ficando dependente de um determinado "coquetel".


No final o que ocorre é o uso de uma droga para combater outra droga, igual o que ocorreu com a heroína, que foi usada como forma de tratar os viciados em morfina, mas que acabou se revelando muito mais fulminante.

Só que sua mente não identifica isso.

Se faz bem para o corpo, então ela interpreta como uma defesa.

Por isso que muitas mulheres, assim que terminam uma relação acabam entrando em parafuso, porque perdem o ponto de referência. 

Afinal, como continuar se drogando se a droga (ele) lhe foi tirada? 
E como passar pela péssima fase da abstinência sem as ilusões?


Tirem-me tudo, até mesmo a vida, mas não me privem das ilusões!!!

Então você prefere repetir o tempo todo que é amada, fica bombardeando o cérebro com as cenas do tempo em que viveram felizes, e fica observando a porta de entrada, contando os segundos para ele entrar todo sorridente, pedindo perdão, dizendo que ainda te ama. 

Enfim, você continua repetindo os mesmos padrões.

É...nem todas conseguem lidar com as crises de abstinência.


Quando a força dos nossos pensamentos atingem uma determinada intensidade, quando eles se tornam constantes, o cérebro acaba sendo forçado a reagir de acordo com essa nova realidade.

"Não quero ouvir que ele não me ama mais!! Não me diga que ele está casado com outra mulher, porque é mentira!!!! Ele me ama! Eu sou a mulher da vida dele. E ele vai voltar logo porque só foi até a esquina comprar cerveja! "

Não, você não está cega, apenas vive uma outra realidade, num mundo que você criou, onde todas as suas crenças são verdadeiras...
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